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Detectada inicialmente na década de 1960, a febre Oropouche é uma doença viral típica da região amazônica. A causa é o arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), um patógeno que pode infectar animais silvestres e seres humanos. 1
Após sua descoberta, ocorreram casos isolados e pequenos surtos no norte do país, bem como em vários países da América Latina. Recentemente, em 2024, houve uma expansão no serviço de detecção do OROV no Brasil, o que resultou em um aumento no número de diagnósticos. 2
Desde então, confirmações de casos atingiram todas as regiões do país. Consequentemente, o nível de alerta e de preocupação também subiu. Para ajudar você a se cuidar, esse post traz um guia básico de informações sobre a febre Oropouche, no qual pode ficar por dentro dos sintomas, tratamentos e métodos de prevenção mais indicados. 2
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Resumo:
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A febre Oropouche (também chamada de Febre do Oropouche ou FO) é uma doença causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV). É classificada como uma arbovirose, é transmitida principalmente por meio da picada de artrópodes hematófagos, ou seja, de mosquitos que se alimentam do sangue de animais e pessoas. 3
Típico de regiões com clima quente e úmido acima da média, o OROV foi isolado pela primeira vez em 1955, em Trinidade e Tobago. Cerca de cinco anos depois, em 1960, houve a primeira detecção do patógeno no Brasil, no sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília. 3
A maioria dos casos afeta estados do Norte e Nordeste do Brasil, localizados na região Amazônica. Porém, conforme mencionado, mudanças no sistema de detecção confirmaram que o vírus infectou pessoas de outras regiões, até mesmo no Sul. 1 2
Além disso, há relatos de FO em outros países latinos, tais como Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Venezuela e Peru. 3
Tal como a dengue, zika e chikungunya, a febre Oropouche pode causar quadros agudos com febre alta, de início repentino, dor de cabeça e dor no corpo, tanto nos músculos (mialgia) quanto nas articulações (artralgia).
Além desses, pode ocorrer tontura, dor atrás dos olhos, calafrios, fotofobia (sensibilidade a luz), náuseas e vômitos. 4
O mal-estar dura entre dois e sete dias. Porém, cerca de 60% dos pacientes podem apresentar um ou mais sintomas de maneira recorrente por até duas semanas. A boa notícia é que, mesmo nos casos mais graves, a evolução tende a ser benigna e não deixar sequelas. 4
Por outro lado, é preocupante quando uma gestante é infectada pelo vírus. Nesse cenário, a transmissão vertical, da mãe para o bebê, pode afetar o desenvolvimento do feto. Consequentemente, há risco de má-formação ou aborto, dependendo do caso.
Fonte: Instituto Butantan (https://butantan.gov.br/noticias/febre-oropouche-entenda-a-doenca-e-os-possiveis-motivos-para-ela-se-espalhar-pelo-brasil?utm_source=linkedin&utm_medium=social&utm_campaign=site-febre&utm_term=mosquito-oropouche&utm_content=site-febre-oropouche)
O principal vetor de transmissão da febre Oropouche é o mosquito-pólvora, também conhecido como maruim ou pelo nome científico Culicoides paraenses. 1
Esse é um tipo de pernilongo artrópode pequeno e de corpo marrom. Normalmente, vive em áreas quentes e úmidas, especialmente próximas à matéria orgânica em decomposição. Por esse motivo, áreas adjacentes à mata silvestre na floresta amazônica são o seu principal habitat, apesar que também vive em certos ambientes urbanos. 1
É importante destacar ainda que existem outros vetores para a FO. Em geral, há dois ciclos de transmissão do OROV 3:
Ao perceber os sintomas, é importante procurar uma unidade básica de saúde para obter tratamento. Se houver casos suspeitos na sua região ou se retornou de viagem para uma região com maior incidência de febre Oropouche, recomenda-se informar à saúde pública sobre o potencial de exposição à doença. 3
A infecção por OROV é detectada em exames de RT-PCR, entre dois e cinco dias após início do quadro agudo. Como os sintomas são similares aos da dengue e da chikungunya, a investigação laboratorial é importante para auxiliar na vigilância e controle de epidemias. 1
Em geral, você pode tentar prevenir a febre Oropouche ao evitar áreas com alta concentração de mosquitos. Se optar por visitar essas regiões mesmo assim, certifique-se de usar repelentes e cobrir o máximo do corpo que puder. 1
Simultaneamente, vale observar que os vetores de transmissão do OROV se proliferam onde há água parada e matéria orgânica em decomposição. Portanto, assim como no combate à dengue e ao Aedes aegypti, é importante eliminar potenciais criadouros. 1
Como não há tratamento viral específico, os principais cuidados incluem reposição de fluidos, resguardo e remédios para dor e febre. 1
Você deve beber bastante água para minimizar o risco de desidratação, comum em infecções virais febris. Já o repouso ajuda a preservar as energias e evitar a sobrecarga no organismo. 1
Em relação aos medicamentos indicados, pode usar antitérmicos para baixar a febre e analgésicos para aliviar a dor. Entre os fármacos indicados, estão a dipirona e o paracetamol. 1
Assim como ocorre na dengue, é contraindicado o uso de salicilatos, corticoides e anti-inflamatórios não-esteroides. Desse modo, para evitar manifestações hemorrágicas, é recomendado evitar 1:
Até o momento dessa publicação, em julho de 2024, não existe vacina para febre Oropouche. 3
A linha antigripal de Benegrip conta com ativos analgésicos e antitérmicos eficazes, indicados para aliviar dores e febre em infecções respiratórias, como gripes e resfriados. Além disso, estes medicamentos não são contraindicados em caso de suspeita de dengue, pois contam com dipirona ou paracetamol para agir contra esses sintomas.
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Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamaç
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