mulher jovem usando bombinha para asma alérgica

A asma alérgica é uma das formas mais comuns da inflamação crônica dos brônquios, condição que atinge aproximadamente 23% da população brasileira 1,2.

Para ter uma ideia da incidência do quadro, em 2021, no auge da pandemia de Covid-19, foram realizados 1,3 milhão de atendimentos somente no setor de Atenção Primária à Saúde, a entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) 1.

Apesar dos números, você pode não conhecer as características do mal-estar ou saber como identificar a asma alérgica, informações importantíssimas para o diagnóstico e controle dos casos.

Para ajudá-lo, neste post você vai descobrir quais são os principais sintomas de asma alérgica, o que pode desencadear uma crise e como funciona o tratamento da doença. Continue a leitura!

Resumo

  • A asma induzida por reações alérgicas é uma das formas mais comuns da doença. Nesses casos, a alergia serve de gatilho para a inflamação crônica dos brônquios, o que estreita as vias aéreas e impede a respiração 2,3.
  • Embora haja incerteza sobre o que causa a asma, os gatilhos mais comuns, principalmente nos casos alérgicos, são: animais de estimação, pólen, mofo, ácaros e outras pestes, inclusive as baratas 2,3.
  • Os sintomas incluem fôlego curto, tosse crônica, principalmente à noite, sibilos ao respirar e sensação de aperto no peito. Além disso, a reação alérgica pode causar, ao mesmo tempo, congestão nasal, coriza, erupções na pele, irritação e lacrimejamento dos olhos 2-4.
  • Sem tratamento adequado, a asma alérgica pode matar. Porém, com medidas preventivas para evitar alérgenos e medicação para controle de crises, como as bombinhas para asma (inalador dosimetrado), o manejo é simples e eficaz 2-4.

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O que é asma?

É uma condição crônica e incurável que provoca a inflamação recorrente dos brônquios pulmonares e vias aéreas. Durante as crises, o sistema respiratório fica mais estreito e perde a capacidade de inflar totalmente, o que causa falta de ar, aperto no peito e baixa saturação (nível de oxigênio no sangue) 2.

Popularmente, também é conhecida como bronquite asmática ou alérgica. A maioria dos casos é, de fato, induzida por reações alérgicas. No entanto, existem outros tipos de asma, como 2:

  • asma variante da tosse (AVT), cujo único sintoma é a tosse crônica;
  • asma de início tardio, que começa apenas na vida adulta e, geralmente, não é alérgica;
  • asma eosinofílica, variante mais grave, caracterizada pelo aumento na contagem de células de defesa conhecidas como eosinófilos;
  • asma medicamentosa, induzida pelo uso de remédios como anti-inflamatórios não esteroides e ácido acetilsalicílico;
  • asma ocupacional, desencadeada pela exposição a substâncias nocivas no ambiente de trabalho, como látex, farinhas e produtos químicos;
  • asma induzida por exercícios (AIE), cujos sintomas surgem sempre durante ou após atividades físicas;
  • asma não alérgica, também chamada de intrínseca, que não pode ser associada a reações alérgicas em geral.

Quais são os sintomas de asma alérgica?

Os principais sintomas são falta de ar, tosse, principalmente à noite, sibilos ao respirar e sensação de aperto no peito. Essas queixas são comuns a todos os tipos de asma. Você pode notar sinais associados à alergia, como nariz entupido, coriza, irritação na pele, coceira e lacrimejamento nos olhos 2-4.

A intensidade das crises de asma pode variar de desconforto moderado a um ataque mais forte. Durante as crises mais intensas, as vias aéreas se estreitam, dificultando a passagem do ar e tornando a respiração curta, acelerada e ruidosa, com sensação marcante de aperto no peito 2-4.

Falaremos mais sobre os tratamentos para asma alérgica, mas podemos adiantar que é importante 2-4:

  • manter a calma;
  • usar medicação de alívio ou resgate, as famosas “bombinhas de asma”;
  • seguir para o atendimento médico de urgência, se não houver melhora imediata.

O que causa e quais são os gatilhos da asma?

As causas são pouco conhecidas, mas é provável que haja uma predisposição genética para a doença. Além disso, os gatilhos mais comuns para a variação alérgica incluem poeira, ácaros, mofo, pólen, fezes de baratas e pelos de animais. Também há casos associados a alergias alimentares, mas estes são raros 2-4.

Na prática, identificar os desencadeadores mais comuns e prevenir a exposição recorrente é fundamental para tratar a asma. Para adotar esse cuidado, você deve manter o ambiente limpo, reforçar a atenção com a higiene pessoal e usar apenas produtos neutros e hipoalergênicos para lavar as roupas 3.

Asma alérgica pode matar?

A condição pode ser fatal se ficar sem tratamento adequado e medicamentos para resgate em casos de crise. Como não há cura conhecida, é necessário monitorar continuamente o quadro para evitar complicações. Porém, ao se cuidar e seguir as orientações médicas, o risco de sequelas é mínimo 2-4.

Como a asma é diagnosticada?

A suspeita pode iniciar a partir do histórico médico familiar, queixas do paciente e observação de sintomas de asma durante o exame clínico. Para confirmar o diagnóstico, são realizados testes para alergias e provas de função respiratória, ferramentas que também avaliam o grau e identificam potenciais gatilhos para as crises 2,3.

Em geral, a atividade pulmonar é medida por meio de exames de espirometria e broncoprovocação, que servem para observar como as vias aéreas funcionam após exposição a sinalizadores de inflamação e medicamentos broncodilatadores 2,3.

Após confirmar a bronquite asmática, é hora de verificar se a condição é causada ou associada a alergias. Para identificar os desencadeadores, são feitos exames de sangue e testes com aplicação de alérgenos na pele 2,3.

Como é o tratamento para asma alérgica?

O tratamento consiste em 2-4:

  • identificar e evitar gatilhos;
  • manter a casa limpa e livre de poeira;
  • usar travesseiros, roupas de cama e peças de vestuário hipoalergênicas;
  • usar apenas produtos de higiene neutros e/ou hipoalergênicos, tanto os de uso pessoal, quanto os para roupas e casa;
  • fazer a manutenção adequada do ar-condicionado;
  • tomar a medicação de uso contínuo indicada para prevenir e minimizar as crises;
  • tomar imunizantes contra alergias conhecidas;
  • usar inaladores dosimetrados (bombinhas de asma) em casos urgentes.

Além disso, não se esqueça de redobrar os cuidados com a saúde e reforçar a prevenção contra infecções respiratórias, como gripes e resfriados. Afinal, essas viroses também são fatores de risco para a asma.

Portanto, é recomendado 2,3:

  • tomar a vacina da influenza;
  • seguir uma dieta nutritiva e balanceada;
  • praticar atividades físicas regularmente e em intensidade adequada;
  • investir em lazer e evitar o estresse.

Para aprender mais dicas de saúde e como fortalecer a imunidade, continue ligado no nosso blog.

Imagem ilustrativa com embalagens de todos os produtos Benegrip

Sobre o autor

Dr. Márcio de Queiroz Elias

Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.

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