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Gripe de A a Z: sintomas, tipos, como tratar e muito mais!

23/06/2022 gripe

De modo geral, a gripe é uma doença extremamente comum, que atinge pessoas de todos os grupos sociais com relativamente pouco risco. Na maioria dos casos, os sintomas surgem e passam sem maiores complicações, durando em média uma semana.

No entanto, a Influenza, como também é chamada, é um tipo de infecção que precisa ser levado a sério, exigindo medidas preventivas a respeito do contágio e transmissão, além de cuidados específicos para tratar adequadamente os sintomas.

Pacientes com o sistema imune ineficiente podem sofrer mais com a gripe, ficando doentes com maior frequência e tendo sintomas mais severos. Também ocorre um risco elevado de desenvolver complicações, entre as quais temos a pneumonia como principal ameaça a causar preocupação.

Para fortalecer os cuidados com a nossa saúde e compartilhar dicas valiosas sobre prevenção e tratamento, montamos um guia completo sobre a gripe, com informações de A a Z para ajudá-lo a ver o que pode ser feito para não ficar gripado, o que funciona e o que não funciona para aliviar os sintomas, entre outros dados relevantes.

Continue lendo e saiba como se proteger da gripe!

O que é a gripe?

A gripe é uma infecção viral do sistema respiratório, que afeta todo o conjunto, das narinas até a garganta e os pulmões. O vírus da Influenza entra no organismo por meio das vias aéreas superiores e entra em contato com a mucosa nasal ou bucal.

Após invadir o corpo, ele irá se aproveitar da estrutura celular ao redor para sobreviver e se multiplicar. Dessa forma, ele impede a continuidade padrão das funções biológicas que cabem a essas células, prejudicando o organismo.

Para combater o vírus, temos a reação do sistema imunológico, que altera o limiar térmico do corpo, para elevar a temperatura e transformar o ambiente interno em algo inadequado para a sobrevivência do vírus.

Ao mesmo tempo, ocorrem processos inflamatórios nas regiões afetadas, com dilatação dos vasos sanguíneos para facilitar o fornecimento de células de defesa, como os linfócitos, que atuam diretamente no combate e neutralização da ação viral.

Para isso, o organismo consome reservas de nutrientes e fluidos, empregando bastante energia para curar a infecção.

Quais são os sintomas da gripe?

Geralmente, os sintomas da gripe são diretamente relacionados aos esforços do sistema imunológico para combater os efeitos e causas da infecção. Nesse contexto, o quadro comum da gripe consiste em:

  • Febre alta, acima de 38 ºC e de início súbito, normalmente é o primeiro sintoma;
  • Dor de cabeça, nos membros e na garganta;
  • Inflamação de garganta;
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Congestão nasal;
  • Espirros;
  • Fadiga ou indisposição;
  • Perda de apetite.

Em quadros mais severos, principalmente se tratando de gripe em crianças ou adultos com a imunidade enfraquecida, também pode ocorrer:

  • Náusea;
  • Vômito;
  • Diarreia;
  • Tontura;
  • Diminuição no olfato e paladar;
  • Dificuldade em respirar.

É importante notar que sintomas persistentes, que não respondem à medicação ou outros métodos de tratamento, podem demandar atendimento médico com urgência, assim como é o caso de falta de ar e presença de sangue na secreção.

Quais são os diferentes tipos de gripe?

O vírus da gripe é do tipo RNA, ou seja, ele possui o ácido ribonucleico como base de seu material genético, por isso, ele possui uma capacidade elevada de sofrer mutações genéticas consideráveis, desenvolvendo assim novas variantes e diferentes tipos de gripe.

Em relação aos humanos, podemos contrair Influenza dos tipos A, B e C. No geral, os sintomas são muito similares em todos os tipos, sendo impossível identificar a tipagem do vírus sem um exame clínico específico para isso.

Além disso, cada tipo de vírus possui subtipos de acordo com a sua linhagem ou variação genética. Por isso, é tão difícil combater a gripe, já que o vírus pode sofrer mutações frequentes e interagir entre os diferentes subtipos, alterando com frequência o patógeno em circulação e mantendo o risco de epidemias.

Gripe tipo A

A gripe A ou Influenza A é a classificação com maior quantidade de subtipos e, portanto, acaba sendo a variante com maior circulação.

O vírus da gripe A é revestido pelas proteínas hemaglutinina e neuraminidase, com os diferentes subtipos sendo uma variação da quantidade de moléculas de cada proteína.

Cada uma delas desempenha uma função específica na ação do microrganismo. A hemaglutinina é responsável pela ligação do vírus com a estrutura celular após o seu contato direto, enquanto a neuraminidade serve para que ele possa invadir a célula e usar sua atividade para se replicar.

Entre os principais tipos de gripe A, temos:

  • Gripe H5N1 (também chamada de gripe aviária);
  • Gripe H1N1 (popularmente conhecida como gripe suína ou gripe A);
  • Gripe H3N2.

O vírus da gripe tipo A pode afetar humanos, porcos, aves e outros animais. Por conta da variedade de mutações genéticas e número de hospedeiros possíveis, essa cepa é a única com potencial pandêmico.

Gripe tipo B

A Influenza B ou gripe B causa uma infecção similar a gripe A, porém, o vírus responsável pela doença afeta apenas humanos e focas, reduzindo drasticamente a disponibilidade de hospedeiros e impedindo que cause pandemias globais.

Ao contrário do tipo A, a gripe B se divide em linhagens, as quais temos em circulação atualmente a B/Victoria e B/Yamagata.

Gripe tipo C

Por fim, temos a gripe C ou Influenza C. O vírus do tipo C possui uma estrutura diferente das demais, contando com quatro diferentes proteínas e RNA para composição do núcleo genético. Em geral, não se acredita que possa causar epidemias, apenas uma doença respiratória moderada.

Complicações no sistema respiratório inferior, onde estão os pulmões, é extremamente raro.

Curiosidade: o que foi a gripe espanhola?

A gripe espanhola foi uma pandemia global causada por uma variação do vírus H1N1, que provavelmente se propagou por meio de aves e depois contaminou os humanos. Ela ocorreu nos anos de 1918 e 1919, impulsionada principalmente por conta da movimentação de tropas envolvidas na 1ª Guerra Mundial.

Apesar da sua alcunha de “espanhola”, ela dificilmente teve início nesse país. Acredita-se que a pandemia teve início nos Estados Unidos, onde foram diagnosticados os primeiros contaminados, no Reino Unido ou na China.

A questão é que as notícias sobre a gripe espanhola foram censuradas nos países que estavam em guerra. A Espanha não era um desses países, portanto, continuou a emitir informações sobre o avanço da doença por lá, fazendo com que se acreditasse esse ser o epicentro da pandemia.

Após o envolvimento do Brasil na grande guerra, ela também chegou por aqui, atingindo principalmente as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, mas com casos por todo o País.

Os sintomas iniciais eram comuns da gripe, mas relatos apontavam que rapidamente se desenvolvia em um tipo de pneumonia, com secreção extremamente viscosa nos pulmões, manchas vermelhas pelo corpo e insuficiência respiratória, causando muitas fatalidades por conta disso.

Sem conhecimento sobre respiradores artificiais, medicamentos eficazes e nem sobre o próprio vírus, não havia tratamento adequado e o resultado foi catastrófico, com no mínimo 50 milhões de vítimas fatais em um curto período.

A gripe dura quantos dias?

De modo geral, a gripe dura cerca de sete a dez dias. Esse período pode variar levemente, de acordo com o estado de saúde e eficiência do sistema imunológico do paciente.

A evolução da infecção é bem rápida, com os primeiros sintomas surgindo em até 48 horas após a contaminação do organismo. Nesse estágio, o quadro costuma apresentar seu ápice de intensidade, com febre recorrente, sintomas mais severos, o que deve durar cerca de três dias.

Depois disso, é esperado que a febre cesse por completo e que o restante dos sintomas diminua gradativamente até a recuperação da doença.

Como a gripe passa de uma pessoa para outra?

A gripe pode ser passada de uma pessoa para outra por meio da transmissão direta ou indireta de secreção contaminada, como saliva ou catarro contendo o vírus.

Na transmissão direta da gripe, a pessoa gripada dispersa essas gotículas de secreção ao falar, respirar, tossir ou espirrar.

Elas ficam suspensas no ar, por serem bem pequenas e leves, viajando por alguns metros de distância e podendo ser inaladas por uma pessoa saudável, o que a expõe ao vírus e pode causar a doença.

Já na transmissão indireta, as secreções contaminadas se depositam em superfícies variadas, como copos, talheres, maçanetas, interruptores e corrimões.

Por um curto período, o vírus pode sobreviver nesses locais. Assim, quando uma pessoa toca nessas superfícies e leva as mãos ao rosto, ela pode contrair o vírus da gripe de maneira indireta ou cruzada.

Quais são os grupos de risco da gripe?

Algumas pessoas tendem a ficar gripadas com maior frequência, o que normalmente é um indicativo de que o sistema imunológico está debilitado, sem capacidade de combater o vírus e impedir que a infecção se inicie, como seria o ideal.

Além disso, outros grupos podem sofrer com sintomas mais severos e uma gripe mais forte, com maior ameaça de complicações graves.

Os grupos de risco da gripe são crianças, principalmente as menores de cinco anos de idade, idosos, pessoas com comorbidades, como doenças crônicas e imunossupressão, gestantes e lactantes.

No geral, esses perfis são priorizados para as campanhas anuais de vacinação contra a gripe, tendo o direito ao imunizante gratuitamente.

Quais são complicações mais preocupantes da gripe?

A gripe atinge o sistema respiratório como um todo, fragilizando os órgãos e tecidos que compõem essa estrutura, além de demandar esforços específicos do sistema imunológico. Com isso, a capacidade do organismo em se defender fica reduzida com a infecção.

Junto desse fator, temos as lesões que a infecção causa nas vias respiratórias e no tecido pulmonar, uma fragilidade que pode ser explorada por outros microrganismos oportunistas, o que pode levar ao surgimento de doenças variadas, algumas delas muito mais graves.

Nas vias respiratórias superiores, podemos sofrer com inflamações relativamente menos agressivas, como sinusite, laringite e faringite. Porém, a gripe pode favorecer o desenvolvimento da pneumonia, que é uma de suas complicações mais preocupantes.

A pneumonia é uma infecção que atinge a região dos alvéolos pulmonares e brônquios, provocando acúmulo de secreção e reduzindo a capacidade respiratória. Em geral é uma doença mais persistente e grave, que pode ser fatal, principalmente em pessoas com a saúde debilitada.

Como aliviar os sintomas da gripe?

É importante entender que a gripe é uma doença autolimitada, cuja recuperação vem do próprio organismo. Isso significa que o tratamento com remédios para gripe e outros métodos caseiros visam combater os sintomas que ela provoca.

No geral, o tratamento indicado para a gripe é focado em aliviar os principais sintomas e minimizar o impacto da infecção no corpo humano, para reduzir o mal-estar e o risco de complicações.

Dessa forma, as recomendações para aliviar os sintomas e facilitar a recuperação da gripe incluem:

  • Beber bastante água e fluidos em geral, para umedecer as mucosas e evitar a desidratação;
  • Fazer o máximo de repouso possível, para evitar o gasto de energia e diminuir a propagação do vírus;
  • Estimular a alimentação nutritiva, para fortalecer as reservas de vitaminas e minerais essenciais para a atividade do sistema imunológico;
  • Manter o ambiente bem ventilado para facilitar a respiração;
  • Eliminar secreções assoando o nariz, idealmente com lenços descartáveis;
  • Evitar condimentos e alimentos de difícil digestão;
  • Tomar banhos mornos para ajudar a controlar a febre;
  • Manter as vias aéreas úmidas e hidratadas, evitando o ressecamento, irritação e aparecimento de lesões, inalando vapores de bebidas quentes, sopas ou usando nebulizadores;
  • Tomar medicamentos antigripais para aliviar os sintomas clássicos, como febre, dores e reações alérgicas.

O que tomar para a gripe?

o que tomar para gripe

Aproveitando o que falamos sobre remédios para gripe, podemos entrar em detalhes falando sobre os principais ativos que ajudam nesse tratamento para mostrar o que pode ser tomado por uma pessoa gripada. Em geral, temos:

  • Analgésicos: agem no bloqueio parcial dos impulsos nervosos que causam a sensação de dor, diminuindo o incômodo causado pela infecção;
  • Antitérmicos ou antipiréticos: servem para bloquear as enzimas que estimulam a elevação da temperatura, ajudando a controlar a febre, mesmo que temporariamente;
  • Antialérgicos: diminuem a produção de histamina e ajudam a controlar a irritação nas mucosas das vias respiratórias superiores, aliviando sintomas como tosse, espirros, coriza e congestão nasal;

Anti-inflamatórios: costumam ser um efeito secundário de analgésicos, mas se trata da capacidade de ajudar o organismo a controlar ou reduzir a inflamação nos tecidos.

Importante destacar que a categoria de remédios antigripais costuma ter uma formulação que combina a maioria ou todos esses ativos, combatendo dor, febre, coriza e as inflamações no organismo.

As fórmulas e componentes de medicamentos antigripais variam e devem ser administrados com cuidado, seguindo as recomendações do médico, farmacêutico ou fabricante, conforme pode ser encontrado na bula dos remédios, principalmente no que diz respeito a dosagem e contraindicações.

Como prevenir a gripe?

A prevenção da gripe consiste em adotar medidas de higiene para reduzir o risco de contaminação e fortalecimento do sistema imunológico para que ele possa combater com mais eficiência o vírus, evitando a infecção completamente ou que seus sintomas sejam graves.

Nesse caso, recomenda-se o seguinte:

  • Se possível, tome a vacina contra a gripe. Esse é o método mais eficaz de prevenir a gripe;
  • Crie uma rotina favorável ao sono, dormindo ao menos 8 horas por noite para estimular o sistema imunológico;
  • Pratique atividades físicas regulares para se manter saudável e fortalecer as defesas do organismo;
  • Prefira dietas nutritivas e balanceadas, consumindo regularmente vitaminas e minerais que estimulam a imunidade;
  • Tenha cuidados especiais com a higiene pessoal, como evitar locais fechados e com aglomeração, não tocar o rosto sem antes lavar as mãos, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel sempre que possível, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar contato com pessoas doentes.

Ressaltando a importância da vacinação contra a gripe, é relevante citar que ela deve ser tomada todos os anos. Como a Influenza passa por constantes mutações, os tipos de gripe em circulação podem variar muito de um período para o outro.

Por isso, todos os anos são produzidas novas doses do imunizante, feito para combater as principais cepas em circulação e diminuir o potencial de epidemias surgirem.

Diferença entre gripe e covid-19

Com a pandemia, a preocupação quando apresentamos sintomas de infecção respiratória fica na dúvida se é uma gripe ou covid-19. A diferença principal entre essas doenças está na sua causa. A gripe é causada pelo vírus da Influenza, enquanto a covid é provocada pelas variantes do novo coronavírus.

Os sintomas de gripe e covid são extremamente semelhantes, podendo incluir febre alta, dor de cabeça, dor de garganta, nariz entupido, coriza, tosse, calafrios, vômito, diarreia e falta de ar, dependendo da intensidade da infecção.

Ao apresentar os sintomas, é importante se isolar e fazer o teste da covid-19, especialmente o PCR-RT. A covid-19 tem maior risco de provocar casos graves do que a gripe, por isso é importante ficar atento ao quadro e tomar o máximo de cuidado.

Variantes da covid-19 que precisamos ficar atentos

Assim como a gripe, a covid-19 também é causada por um vírus com alto potencial de mutação, resultando em um rápido surgimento de variantes da doença no decorrer da pandemia global que estamos vivendo.

Nesse contexto, é preciso se atentar principalmente as VOC, variantes de preocupação, que são aquelas que podem apresentar alteração no quadro sintomático, intensidade de sintomas ou nível de transmissibilidade.

Em geral, a covid-19 original e as cinco principais variantes de preocupação são as seguintes:

  • Covid-19 (original): causa febre alta, tosse seca, fadiga, perda do olfato e ou paladar;
  • Variante Alfa: faz perder ou altera o paladar e o olfato, tosse persistente, febre, diminuição do apetite, dores musculares, calafrios e febre;
  • Variante Beta: causa febre, dor na garganta, falta de ar, crises de tosse, diarreia, vômito, fadiga e dor no corpo;
  • Variante Delta: coriza, dor de cabeça e na garganta, espirros, febre e muita tosse;
  • Variante Gama: febre, tosse, falta de ar, dor de garganta, diarreia, vômito, cansaço e dor no corpo;
  • Variante Ômicron: mais transmissível que as demais, com maior risco de provocar novas cepas e reinfecções, causando febre, bastante cansaço, dor de cabeça e na garganta, espirros e dores no corpo.

Para evitar tanto a gripe quanto a covid-19, as recomendações são as mesmas. Fortaleça a imunidade, adote hábitos de higiene preventivos e use máscaras para evitar a contaminação ou propagação do vírus. Além disso, tome todas as doses da vacina disponíveis para seu grupo social.

Pronto, agora você sabe tudo sobre a gripe, de A a Z, e de quebra ainda tem informações importantes sobre a covid-19 e suas variantes. Para mais dicas de saúde e prevenção, continue ligado aqui no Portal da Saúde. Até a próxima!